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Estilo & Famosos

Ela será uma das apresentadoras das lives de 25 anos da São Paulo Fashion Week

Por conta do novo coronavírus, a São Paulo Fashion Week (que seria em abril) este ano será totalmente virtual. Esta que será a 25ª edição do evento, acontecerá de 4 a 8 de novembro e será transmitida via lives, tendo como âncora principal, a influenciadora digital, jornalista de moda, ativista e carioca, Luiza Brasil.

Com uma trajetória marcante na SPFW desde 2008 (desfilando e fazendo coberturas jornalísticas), com apenas 32 anos de idade, Brasil é dona de um currículo invejável. Formada em comunicação social pela PUC/RJ, é idealizadora do Mequetrefismos.com e Rioetec, foi assessora e coordenadora de projetos da empresaria e consultora de modas Costanza Pascolato, colunista da Glamour Brasil, tem publicações na Vogue, GNT, entre outros veículos e já foi contemplada com os prêmios Influenciadora Social Contra o Racismo, em 2018 e o Glamour Women of the Year no ano passado.

Como parte dos preparativos para esse formato inédito do maior desfile de moda do país, na última segunda-feira (26), a ‘garota do Rio’ bateu um papo com o idealizador e criativo do evento, Paulo Borges. Entre os muitos assuntos falados, ela não escondeu a felicidade e a honra pelo convite recebido, “olha estou super contente, super feliz… pessoal dê chuva de likes, encaminhe essa live aí, porque é um ‘marco’ pra minha carreira estar como uma âncora desse evento que eu sempre acompanhei desde minha trajetória com modas em 2008. Assumir esse lugar protagonista, eu tô muito feliz“, enfatizou ela.

Durante a conversa, a criadora do @mequetrefismos falou também sobre seu protagonismo, enquanto negra, em espaços como o universo da moda. “Mais do que tudo, eu sempre falo muito no poder da conexão e da articulação nos lugares em que estou. Porque não adianta mais ser só a Luiza Brasil o símbolo daquela representação racial pra aquele espaço. Como se diz, a importância da proporcionalidade, da equidade. A gente debater um Brasil que é feito com mais de 50% de pessoas racionalizadas, por quê somos tão poucos nesses espaços“?

Por sua vez, Borges, ao anunciar Brasil como a apresentadora das lives, não poupou elogios e enalteceu as qualidades da profissional, “essa mulher linda, que vocês estão vendo, inteligente, que tem uma história de jornalismo maravilhosa, foi convidada pelo SPFW pra ser uma âncora de apresentadora jornalística das lives que vão acontecer todos os dias de 4 a 8, pelo canal do YT e em todas as nossas redes. É ela a nossa voz, feminina, negra, racializada, ativista, inserida em todo esse contexto, pra ajudar trazer toda essa história e passagem tão linda…]”

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Uma edição 100% digital e também 100% interativa, ocupando a cidade de São Paulo com transmissões simultâneas, projeções mapeadas pelas 5 regiões da cidade. Uma edição única nunca realizada antes“. É assim que os idealizadores do evento descreve o formato da São Paulo Fashion Week deste ano, na conta oficial do instagram. Confira aí uma preview…

A ideia foi inspirada no projeto de lançamento da marca Relow das irmãs Lilly e Renata Sarti. “Começou no ano passado, na verdade, quando a Renata me chamou pra contar desse novo desafio que ela tava fazendo como diretora criativa de uma marca nova, a Relow, dela e da irmã Lilly. É muito emocionante ver uma coleção, um desfile apresentado nesse formato, nessa estética, de forma interativa, falando com a cidade, falando com as pessoas que estão passando nas ruas à céu aberto“, sintetizou Paulo Borges numa live nas redes sociais do evento.

Já na contagem regressiva para a estreia das novidades, uma outra questão ganhou força entre os profissionais do maior evento de moda da América Latina. Trata-se da equidade de racial. E foi garantido que a partir desta edição, 50% do casting será destinado para as profissionais pretos e pretas. “Você acompanhou. A gente fez algumas conversas e a gente tem discutido bastante essa questão dessa transformação, desse movimento importante de equidade racial. Desse protagonismo da ancestralidade brasileira. Dos povos originais, dos afros-descendentes, dos povos negros. E a gente já tomou uma decisão enquanto SPFW que já começa nessa edição. Todo casting dentro de um desfile da SPFW, tem que ter equidade racial. A gente não vai fazer mais uma recomendação de 10, 15 ou 20 por cento, tem que ter 50%“, assegurou Borges no bate-papo com Luiza Brasil.

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Essa iniciativa foi tomada, a partir dos barulhos e repercussões que a temática vem produzindo nas redes sociais nos últimos meses. E nesse aspecto, Luiza Brasil definiu seu ponto de vista acerca das mudanças de posturas de algumas empresas, “entendo que essa mudança ela vem, porque agora as pessoas estão entendendo que não é sobre um romantismo. A representatividade, questões raciais elas impactam diretamente no financeiro, no bolso dessas empresas. No poder de consumo, aonde as pessoas escolhem inserir o seu dinheiro. Aonde as pessoas escolhem engajar nas redes sociais…], disse ela à Borges”

*Créditos das Fotos: @mequetrefismos / @spfw

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