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Restrições de ônibus na eleição: estudantes de Salvador protestam e pedem impeachment do prefeito Bruno Reis; prefeitura contesta

Em protesto contra a restrição do transporte coletivo no domingo (25) de eleição, para transportar os eleitores na cidade de Salvador, grupos de estudantes, liderados pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), fizeram manifestação em frente à Prefeitura e à Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda feira (26).

De acordo com Lucas Romeu, presidente do DCE, a entidade, em parceria com outras organizações, protocola nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal, o pedido de impeachment do prefeito Bruno Reis.

“O crime eleitoral que ele [Bruno Reis] cometeu, é um crime de responsabilidade que enseja a discussão sobre o impedimento dele enquanto prefeito, porque acreditamos que alguém que coloca interesses políticos, pessoais e obtusos, à revelia das necessidades dos cidadãos de exercer seu direito de voto, de exercer o seu direito de cidadania, não merece estar à frente da prefeitura da primeira capital do Brasil…”, disse Romeu em entrevista ao Acesse News. Segundo ele, além do Diretório Central dos Estudantes da UFBA, o Centro Acadêmico Ruy Barbosa, a ABES, UEB e a Associação Baiana dos Estudantes Secundaristas, também assinam o documento.

Empunhando cartazes e usando um carro de som como apoio, gritando “palavras de ordem”, centenas de estudantes lotaram a Praça da Sé, se concentrando em alguns momentos em frente à sede da Prefeitura e, em outros, em frente ao prédio da Câmara de Vereadores.

A UJR (União da Juventude Rebelião), Movimento Mulheres Olga Benario e a FENET (Federação Nacional Estudantes em Ensino Técnico), entre também participaram do ato, que foi encerrado por volta das 17h.

O que disse a prefeitura: por sua vez, a prefeitura emitiu uma nota afirmando ter encerrado o expediente, alegando tumulto dos manifestantes. “A Prefeitura de Salvador decidiu suspender o expediente no Palácio Thomé de Souza na tarde desta segunda-feira (26) após uma manifestação realizada na Praça Municipal. Durante o ato, alguns manifestantes tentaram invadir o Palácio e houve registros de vandalismo, como pichações e depredações contra o patrimônio público. Por questões de segurança, as portas foram fechadas”, diz o texto.

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