Acordo entre Governo do Estado e Governo Federal abre caminho para previsão de safra de cacau na Bahia
O governador Jerônimo Rodrigues participou nesta terça-feira (13), em Brasília, da assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e a SDR (Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia). “A iniciativa prevê pesquisa e monitoramento da lavoura cacaueira em toda a Bahia e abre caminho para que o estado passe a contar com previsão de safra de cacau, oferecendo informações estratégicas para o planejamento da produção e a tomada de decisões pelos produtores e demais agentes da cadeia produtiva”, destaca a nota oficial.
No projeto, o Mapa está sendo representado pela Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), enquanto a SDR pela CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional).
O governador e sua comitiva foram recebidos pelo ministro André de Paula.
De acordo com as informações, a previsão de safra proporcionará análise para a ampliação da produção e orientações sobre cultivo, comercialização e tomadas de decisões. “Para os produtores, esses dados poderão contribuir para o planejamento das atividades nas propriedades e subsidiar decisões sobre crédito rural e seguro agrícola”.
Jerônimo Rodrigues avalia que esse diagnóstico é fundamental para entender o setor e traçar políticas assertivas. “Estamos unindo esforços entre o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e da Ceplac, o setor empresarial e o Governo do Estado para conhecer melhor a capacidade de produção de cacau da Bahia. Esse diagnóstico é fundamental para nos anteciparmos às necessidades do setor, planejarmos políticas públicas e construirmos iniciativas que contribuam para fortalecer a atividade e dar melhores condições aos produtores. É um trabalho de parceria para valorizar a lavoura cacaueira e a importância que ela tem para a Bahia”.
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A parceria e o cacau na Bahia
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Para Elisabete Costa, secretária de Desenvolvimento Rural, a parceria contribui para aprimorar o planejamento de ações voltadas à cacauicultura. “Essa parceria fortalece a articulação entre as instituições e aprimora o planejamento das ações voltadas à cacauicultura baiana. Com informações atualizadas sobre a produção, podemos qualificar as políticas públicas, valorizar os produtores e ampliar as oportunidades para o desenvolvimento rural”.
A Bahia tem tradição na produção de cacau, especialmente na região sul, onde a atividade possui relevância econômica, social e cultural. Além de movimentar a economia regional, a cacauicultura está ligada à história e à identidade de diversos municípios baianos. A cooperação integra a experiência técnica da Ceplac e a atuação da CAR, para fortalecer a pesquisa e o monitoramento da lavoura cacaueira em todo o estado.
“Já iniciamos o trabalho para construir a previsão de safra de cacau na Bahia. Esse acompanhamento vai qualificar as informações sobre o desempenho da lavoura e oferecer subsídios importantes para orientar ações, investimentos e políticas públicas voltadas ao setor. Com a integração entre as instituições, buscamos fortalecer a cacauicultura baiana e ampliar as oportunidades para os produtores”, destacou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.
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Planejamento agrícola
Por sua vez, Vivaldo Góis, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, ressaltou que o acordo abre caminho para o acompanhamento oficial da safra de cacau, a exemplo do que já ocorre com culturas como soja, milho, café e algodão.
“A Seagri, como órgão formulador e articulador dessas políticas públicas, atua para reunir os governos estadual e federal em torno do acordo. Garantimos que ele siga o Plano Estadual da Cacauicultura, com equilíbrio entre a agricultura familiar e o agronegócio de média e grande escala. E levamos à agenda de pesquisas as demandas das Câmaras Setoriais”, disse Góis.
Com a implementação do acordo, a expectativa é ampliar a disponibilidade de informações sistematizadas sobre a produção cacaueira e viabilizar a previsão de safra no estado. “A iniciativa poderá fortalecer o planejamento da atividade, subsidiar políticas públicas e apoiar a tomada de decisões por produtores, cooperativas, indústria e gestores públicos”, encerra a nota.
