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Cachês milionários no São João: ‘gritaria’ dos prefeitos hoje, reflete o alerta do Acesse News em 2025

Prefeitos de alguns municípios que fazem as principais festas juninas da Bahia, se reuniram na UPB (União das Prefeituras da Bahia), para discutir o que o Acesse News já vem alertando desde o ano passado. “Os cachês milionários no São João: ou as autoridades competentes impõem limites a essa farra, ou municípios vão se afundar em dívidas“. Esse é o título do editorial da edição de 25 de junho de 2025 do AN (clique e confira), quando o portal já alertava tanto os gestores municipais quanto os representantes do MP (Ministério Público), para uma providência urgente visando frear a ganância dos artistas que, a cada ano, aumentavam substancialmente os preços de seus cachês, por 1h e meia de show.

No artigo, o Acesse News mostra o exemplo da disparada do valor cobrado pelo cantor Wesley Safadão, que em 2022 cobrou R$ 600.000,00 para se apresentar em Senhor do Bonfim. Três anos depois (2025), o preço quase dobrou: R$ 1.100,000,00 para cantar em Cruz das Almas, conforme os dados do Portal da Transparência do MP e do TCE-BA (Tribunal de Contas do Estado da Bahia).

A “gritaria” dos prefeitos nos últimos dias, reforça a importância da imprensa séria que sabe se posicionar e criticar de forma responsável, apontando para algo que, nitidamente, não está condizente com a política da boa gestão do dinheiro público. O reflexo disso é mostrar para as autoridades e para o público em geral, que SIM, o São João, maior festa do Nordeste, é sinônimo de entretenimento e alegra, gera emprego e renda, movimenta as cidades. Mas, não pode continuar pagando esses absurdos para determinados artistas (ainda que digam que a verba não é do município). Porém, a natureza é a mesma: OU SEJA, É GRANA DO POVO.

Relatos de prefeitos, como Ednaldo Ribeiro, do município de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, onde o São João dos últimos cinco anos ganhou uma proporção gigantesca, confirmam que os valores que alguns artistas estão exigindo para cantar na festa de 2026, são impraticáveis. “Nos últimos anos, os cachês dos artistas praticamente dobraram, com aumentos que chegam a 100% de um ano para o outro. Não queremos colocar preço no trabalho de ninguém, mas é preciso equilíbrio. Porque cada real investido é dinheiro público, é dinheiro do povo“, escreveu ele nas redes sociais, na noite de ontem, após a reunião na UPB.

Safadão em Cruz: em conversa com Ribeiro, em setembro do ano passado, o editor do Acesse News, o questionou sobre esse assunto, abordando, por exemplo, o valor pago a Safadão.

Na reunião de ontem, a Comissão de Prefeitos definiu um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), limitando um cachê máximo a ser pago para as atrações principaos, a partir deste ano: R$700 mil. No artigo, o Acesse News havia sugerido um teto de R$ 500 ml.

Segundo o presidente da UPB, Wilson Cardoso (prefeito de Andaraí, na Chapada Diamantina), o encontro serviu para buscar indicativos que os auxiliem nos limites para os gastos. “É uma resposta ao clamor da opinião pública, dando lisura ao gasto. A inflação subiu 4,6%, o piso do professor subiu 5,4%, então achamos razoável que se avalie esses aumentos de cachês de forma desproporcional“, disse o gestor em publicação no portal da entidade.

– Entendendo o seu lugar no cenário da comunicação deste país, o Acesse News segue firme, o propósito de informar bem, e com responsabilidade!

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*Dell Santana, é graduado em Comunicação Institucional (Faculdade Sumaré – SP), editor do Acesse News e filiado a ABI (Associação Baiana de Imprensa).

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