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Saúde suplementar já enviou 2 bilhões de dados ao SUS Digital

Por: *Henrique Medeiros

A secretária de informações e saúde digital do Ministério da Saúde (Sedigi-MS), Ana Estela Haddad, informou que a  já possui 2 bilhões de dados enviados das empresas de saúde particular reguladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a Rede Nacional de Saúde Digital (RNDS) do SUS.

Na prática, a recepção dessas informações pela plataforma de interoperabilidade de dados permite aos usuários do aplicativo Meu SUS Digital (AndroidiOS) acessarem parte de seus dados de atendimento do sistema privado e não só do sistema de saúde pública, algo que reflete a visão da pasta de que o sistema de saúde brasileiro é um só: saúde pública e saúde suplementar.

Considerando público e privado, a RNDS tem atualmente 4,1 bilhões de dados de saúde. São dados de registros de exames laboratoriais, registros imunubiológicos (leia-se vacinas), atendimentos clínicos, prescrição de medicamentos e atestado médico. E incluirá dados de autorização de internações hospitalares em breve.

Vale lembrar, a troca de dados é apenas da ANS para o RNDS. Não há envio de dados do setor público para o privado. Isso foi instituído por meio do decreto 12.560/2025 que estabeleceu as diretrizes para o RNDS ser a plataforma de troca de dados do SUS, ao mesmo tempo que garante a soberania, segurança e inovação em saúde digital no Brasil.

Em setembro de 2025, Haddad informou a Mobile Time que o app do Meu SUS Digital tinha 29 milhões de usuários ativos por mês (MAUs).

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SUS Digital

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Ministério da Saúde, Sedigi, DPO Day; SUS

Secretária do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad (Foto: Henrique Medeiros/Mobile Time)

Durante o evento DPO Day, organizado pela empresa DPONet em São Paulo nesta quarta-feira, 28, a representante da Sedigi explicou ainda que o SUS Digital é mais amplo que o app Meu SUS. Atualmente o projeto tem outras duas partes, o SUS Digital Profissional e o SUS Digital Gestor.

A plataforma SUS Digital Profissional é focada no profissional de saúde. Ela permite o acesso ao histórico clínico do paciente, de modo a apoiar a continuidade do atendimento ao cidadão, independentemente da unidade do SUS em que esteja sendo atendido ou que será atendido. Entre 2023 e 2025, a adesão a esse sistema vem avançado da seguinte forma:

  • 1,6 milhão de profissionais integrados em 2025, incremento de 172.057% ante 9,4 mil de 2023;
  • 60,8 mil estabelecimentos integrados em 2025, um salto de 30 vezes contra 2 mil estabelecimentos em 2023;
  • 4,4 mil municípios integrados em 2025, alta de 3.331% se comparado com 127 cidades em 2023.

Por sua vez, o SUS Digital Gestores oferece uma ampla base de dados para tomada de decisão em saúde e vigilância para líderes em prefeituras e governos estaduais em todo o Brasil. Diferentemente da versão para profissionais de saúde, os dados são agregados e não individualizados, o que permite ao gestor público ter uma visão macro da saúde em sua administração.

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Conectividade

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Para captar e receber os dados, o Ministério da Saúde conta com um projeto para levar conectividade nas unidades de saúde do SUS. Esse projeto também é dividido em duas frentes.

A primeira fase é o ‘Infosus IV’, que pretende levar conectividade satelital por meio de parceria com a Claro para Unidades Básicas de Saúde Indígenas (UBSi) no Brasil e já possui 743 unidades vinculadas.

A outra iniciativa é via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também com conectividade satelital, porém, o foco é para UBSs de difícil de acesso, indígenas ou não, que já conta com 829 unidades conectadas em parceria com a Telebras.

*Henrique Medeiros é repórter do Mobile Time.

  • Conteúdos assinados são de responsabilidade dos próprios autores e das autoras.

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