A onda de demissões em massa do Itaú nos últimos dias, “motivada pelo monitoramento de cliques dos colaboradores durante o expediente de trabalho“, conforme indica o texto enviado ao Acesse News pelo Grupo Pact Insighs, pode abrir precedentes para novas ações trabalhistas no país. “Em 2024, o Brasil registrou 23,9 milhões de desligamentos e 4,83 milhões de novas ações trabalhistas, uma taxa de litigância de 20,3%“, revela o conteúdo.
De acordo com as informações, somente nos primeiros seis meses de 2025, foram registrados 12,6 milhões de desligamentos, com 2,45 milhões de ações na Justiça do Trabalho e 19,3% de litígios.
Para Lucas Pena (Foto: Divulgação), CEO do Pact Insighs, “o índice de materialização, que mede a relação entre desligamentos e novas ações trabalhistas, vem se mantendo estável nos últimos três anos. Isso mostra que as empresas não têm conseguido alterar o padrão de litígios, mesmo quando adotam novos critérios de desligamento. No caso do Itaú, a ausência de alinhamento prévio com sindicatos e de comunicação transparente com os funcionários aumenta a probabilidade de processos individuais e coletivos, envolvendo pedidos de reintegração, horas extras e outras indenizações. Esse cenário reforça a importância de acordos coletivos que definam critérios objetivos e reduzam a chance de judicialização“, explica.

Organização fundada em 2018 e com o desenvolvimento de análises periódicas sobre o índice de materialização, o Grupo Pact Insights projeta cenários de riscos para as empresas. E afirma que sua análise tem “o objetivo é apoiar organizações na construção de práticas de desligamento mais transparentes, equilibradas e juridicamente seguras, reduzindo o impacto de litígios e fortalecendo o diálogo com trabalhadores e sindicatos“.
