Poucos dias após anunciarem a fusão para terem mais representatividade no cenário político nacional, o PSDB e o Podemos (ex-PTN), desistiram da ideia. Nesta sexta-feira (13), a imprensa confirmou a “mudança de rumo” das duas legendas, afirmando que a disputa pelo comando da “nova sigla”, tenha sido a principal motivação da quebra do acordo.
Na semana passada, o Acesse News trouxe a informação em seu editorial, após os dirigentes do Podemos na Bahia, Heber Santana e nacional Renata Abreu, reafirmarem apoio ao governador Jerônimo.
Porém, ao que tudo indica, a quebra de braços pela presidência do novo partido teria colocado fim no projeto.
Segundo o portal da Exame, “o Podemos desejava indicar a presidência nacional do novo partido pelos próximos quatro anos, o que foi negado pelos tucanos. A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, e Pastor Everaldo, também integrante da direção do partido, procuraram ontem [quinta-feira, 12] o presidente do PSDB, Marconi Perillo, e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), para comunicarem sobre a proposta de comandar a nova sigla“. Por sua vez, a proposta dos tucanos seria “o comando do partido seria exercido em sistema de rodízio, com mudanças a cada seis meses em um primeiro momento e depois como alternância a cada ano. A sugestão não foi aceita pelo Podemos e as duas siglas resolveram encerrar as tratativas” destacou o portal.
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Já o portal da Veja informa que “agora, a estratégia do PSDB, que vem se desidratando e perdendo nomes de peso – como os governadores Raquel Lyra e Eduardo Leite, de Pernambuco e Rio Grande do Sul -, será mirar em outras siglas em busca de uma nova federação“.
A publicação diz ainda que agora o deputado mineiro Aécio Neves fala sobre conversar com o Republicanos, o MDB e o Solidariedade. “Nós paralisamos as conversas e estamos avançando em tratativas sobre federação com outros partidos, como o Republicanos, o MDB e o Solidariedade. Mas nada impede que nós retomemos, um pouco mais à frente, as conversas com o Podemos, já não mais para incorporação, mas até mesmo para uma federação onde cada partido mantém a sua autonomia administrativa”.
Emenda Constitucional: há informações de que atualmente tanto o Podemos (12 deputados e 4 senadores), quanto o PSDB (13 deputados e 2 senadores), temem uma Emenda Constitucional promulgada em 2017, que trata do mecanismo da cláusula de desempenho. Isso significa uma barreira para que partidos tenham acesso ao fundo partidário e propaganda gratuita em rádio e TV. A ideia da emenda é reduzir o número de partidos, ou seja, incentivar as siglas menores a fazerem fusão entre si ou com as maiores.
