A IA (Inteligência Artificial), ameaça cerca de 40% de todos os empregos no mundo, conforme análise do FMI (Fundo Monetário Internacional). “Na maioria dos cenários, a IA provavelmente piorará a desigualdade geral“, diz Kristalina Georgieva, diretora-gerente da instituição.
A situação chhega a ser preocupante que a diretora alerta os políticos para abordarem mais a questão e “evitar que a tecnologia alimente ainda mais as tensões sociais“.
Segundo informações publicadas no portal BBC News Brasil nesta segunda-feira (15), ‘a proliferação da inteligência artificial tem despertado um debate sobre os seus benefícios e riscos‘. Noticiou ainda que o FMI estima que a IA afetará cerca de 60% nas economias avançadas.
Já nos países de baixa renda, o FMI prevê que a tecnologia afetará apenas 26% dos empregos. Por outro lado, isso também poderá significar prejuízos futuros. “Muitos destes países não têm infraestrutura ou mão de obra qualificada para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, aumentando o risco de que, com o tempo, a tecnologia possa piorar a desigualdade entre as nações“, avalia a gerente do Fundo Monetário.
Mas de acordo com a publicação, “de um modo mais geral, os trabalhadores mais jovens e com renda mais elevada poderão ver um aumento desproporcional nos seus salários após a adoção da inteligência artificial“. A preocupação maior é com os trabalhadores com renda mais baixa e com idades mais avançadas.
“É crucial que os países estabeleçam redes de segurança social abrangentes e ofereçam programas de reciclagem para trabalhadores vulneráveis“, disse Georgieva. “Ao fazer isso, podemos tornar a transição para a IA mais inclusiva, protegendo os meios de subsistência e reduzindo a desigualdade“.
Há informações de que o Parlamento Europeu votará as propostas da Lei da IA ainda no início deste ano, porém, a legislação só deverá entrar em vigor em 2025. EUA, Reino Unido e a China ainda não publicaram suas próprias diretrizes de IA.

No Brasil, embora o Congresso já tenha iniciado debate sobre o assunto, também ainda não tem regulamentação sobre o tema, informa a BBC. Por aqui, o FMI avalia que 41% dos empregos têm alta exposição à inteligência artificial (Foto: Banco de Imagens/CN).
No geral, empregos como cirurgião, administrador, advogado ou juiz, terão grandes ganhos de produtividade com a IA ‘mas suas atividades não estarão ameaçadas, pois sempre dependerão de um grande componente humano para sua execução‘. Já os operadores de telemarketing, por exemplo, podem ser totalmente substituídos pelas novas tecnologias.
“No Reino Unido e no Brasil, por exemplo, os indivíduos com formação universitária migraram historicamente mais facilmente de empregos agora avaliados como tendo elevado potencial de deslocação [empregos ameaçados pela IA] para aqueles com elevada complementaridade [empregos beneficiados pela IA]”, diz o relatório do FMI. “Já os trabalhadores sem ensino pós-secundário apresentam mobilidade reduzida. Os trabalhadores mais jovens, adaptáveis e familiarizados com as novas tecnologias também poderão aproveitar melhor as novas oportunidades. Em contraste, os trabalhadores mais velhos podem ter dificuldades com o reemprego, a adaptação à tecnologia, a mobilidade e a formação para novas competências profissionais“, reproduz a publicação. Clique aqui e saiba mais