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Um retrato do que leva as pessoas a morarem na rua: ‘desemprego e brigas familiares’, são os principais motivos; mostra o Ipea

Esse retrato faz parte da mostra de uns dados de autoria de Marco Natalino, especialista em políticas públicas e gestão governamental da Disoc (Diretoria de Estudos e Políticas Sociais), do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). O material serviu para uma discussão sobre a temática: “A população em situação de rua nos números do Cadastro Único”, que foi divulgado nesta segunda-feira (11).

Segundo as informações, esse trabalho analisa o perfil desse público, a partir dos dados disponíveis no CadÚnico, para que possa participar de Programas Sociais do Governo Federal.

Ainda de acordo com a fonte, essa análise mostra também, que o tempo de permanência dessas pessoas na rua, está fortemente associado aos motivos que os levam para lá. “No agregado, 33,7% da população em situação de rua está nesta condição pelo período de até 6 meses, 14,2% entre seis meses e um ano, 13% entre um e dois anos, 16,6% entre dois e cinco anos, 10,8% entre cinco e 10 anos e 11,7% há mais de 10 anos“, revelam os dados. Clique aqui e saiba mais.

Também nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, o Plano Ruas Visíveis (Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua), para o qual, serão destinados de R$ 982 milhões. O lançamento ocorreu no momento em que se celebra os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, completados no último domingo (10).

Nós sabemos que, muitas vezes, o Estado não cuida dessas pessoas. Muitas vezes a sociedade não se importa com essas pessoas e muitas vezes passamos por elas e viramos o rosto para não enxergar esta que é a realidade do descaso político, econômico e social desse país. Se essas pessoas existem, tem culpa, e a culpa não pode ser outra se não do Estado”, disse o presidente, na cerimônia de apresentação do programa, no Palácio do Planalto, conforme publicou a Agência Brasil. O evento contou com presenças do vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro do STF, Alexandre de Moraes; ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida; padre Júlio Lancellotti, que dá nome a uma Lei que proíbe a chamada arquitetura hostil em espaço público, entre outros (Foto: Jose Cruz/Agência Brasil).

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