IPVA mais caro, foi puxado pelos preços dos carros usados e seminovos
“A falta de componentes eletrônicos afeta os carros novos, a princípio, porque eles vão equipar os carros nas montadoras. Faltou, afeta os carros novos. Faltando carros novos, o preço do usado começa a crescer porque quando o consumidor vai à rua para comprar um carro novo e não encontra, encontra o usado”. Essa foi a explicação dada por Enilson Sales, presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), para justificar o aumento do IPVA em 2023.
Segundo ele, em conversa com o Jornal Nacional, reproduzida pelo g1, a valorização dos usados ainda é reflexo da Covid-19, que paralisou fábricas, afetando a produção de semicondutores usados nos veículos zero quilômetro.
De acordo com o portal, para calcular o valor do IPVA, ‘os governos estaduais pegam o preço do carro, avaliado pela Fipe. O levantamento é baseado nos valores de mercado apurados em setembro e outubro de 2022. Em cima desse valor de venda de novos e usados, os estados aplicam uma alíquota, de acordo com a categoria do veículo‘.
Ainda segundo a matéria, a valorização dos veículos seminovos e usados ocorreu em todo país. Em Mato Grosso do Sul, foi de 9%. No Rio de Janeiro e Goiás, quase 10%. Já em São Paulo e Alagoas, chegaram em média a 11%.
Um dono de veículo ouvido pela reportagem, disse que seu IPVA ficou R$300 mais caro este ano.