Na Bahia, comunidades rurais e de Terreiros recebem casas de farinhas itinerantes e outros equipamentos, do governo do Estado
Comunidades rurais, quilombolas, indígenas e de Terreiro, dos municípios de Senhor do Bonfim, Porto Seguro, Planaltino, Aramari, Juazeiro, Santa Cruz de Cabrália e Cardeal da Silva e região Metropolitana da Salvador, receberam do governo baiano, 18 unidades móveis de casas de farinha itinerante, sete tratores e 13 kits de costura, na tarde desta terça-feira (8), em Salvador.
De acordo com divulgação da Sepromi (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial), esses equipamentos permitirão a geração de renda para as chamados ‘comunidades tradicionais’ e somaram R$ 4,2 milhões de recursos para o desenvolvimento regional.

“Essas comunidades já produzem, têm a cadeia da mandioca, por exemplo, e vão poder usar esse equipamento compartilhando seu uso e fortalecendo a produção que amplia também a participação em feiras locais, regionais. Isso é um fortalecimento no eixo de desenvolvimento das nossas comunidades tradicionais da Bahia”, destacou Fabya Reis, secretária de Promoção da Igualdade Racial .
*Fotos: Antônio Queirós/ GOVBA
Ainda segundo o comunicado, mulheres das comunidades de Terreiros e ONGs da Região Metropolitana de Salvador, do Recôncavo Baiano, de cidades da Chapada Diamantina, do Litoral Sul da Bahia e do Sertão do São Francisco, também foram contempladas e receberam um kit com quatro máquinas de costura industriais, que trabalham com técnica de costuras diferentes “para ampliar as confecções de roupas e indumentárias essenciais dos povos de terreir
Com demonstrações de uso, alguns desses equipamentos foram entregues aos representantes das comunidades no Parque de Exposições, em Salvador.
Midiana Santos, agricultora pataxó Medonha, de Santa Cruz de Cabrália, explicou o desejo de sua comunidade. “A gente quer ampliar nossa produção, que é antiga, de alimentos orgânicos, para outras pessoas”.
O funcionamento de uma das casas de farinha instaladas no Centro de Exposição, mostrou as as etapas do processo de produção da farinha de mandioca.
Líder quilombola do Quilombo de Tijuaçu e um dos produtores beneficiados, Valmir dos Santos conta como essa infraestrutura vai ampliar sua produção em 2023. “A gente sabe como é importante a tecnologia avançar, chegar nesse porte, porque hoje a gente vai ter possibilidade de fabricar nosso produto no meio da roça, isso está facilitando nossa vida“.
*Fotos: Antônio Queirós/ GOVBA
