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569 cidades brasileiras têm mais eleitores do que moradores, aponta IBGE

Em mais de 10% dos municípios brasileiros, ou pelo menos, 569 cidades, o número de eleitores, superam a quantidade de moradores. Confirmam o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo os dados, em 2020, essa disparidade aconteceu em 493 cidades.

Apesar de parecer estranho, esse fenômeno é considerado normal por especialistas em estatísticas e ocorre, principalmente por conta de “muitas pessoas mudaram de cidade ou estado e registraram os novos domicílios ao tirar ou atualizar o título de eleitor no TSE“, revela postagem do g1, que também sugere haver outros fatores.

De acordo com a reportagem, entre as cidades com essas diferenças Canaã dos Carajás e Jaraeacanga, ambas no Pará, lideram a lista (confira outras cidades no infográfico abaixo). Pela projeção do IBGE, em 2021 os habitantes da primeira somavam 39.103, contra 49.064 eleitores. A segunda, haviam 6.952 moradores e 13. 285 votantes.

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Para o cientista político Emerson Cervi, ouvido pelo portal, ele que também é professor da Universidade Federal do Paraná, esses números podem ser relativos porque, segundo ele, “os dados da Justiça Eleitoral não pegam a população toda — crianças não podem votar e jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e maiores de 70 anos não são obrigados a tirar o título“.

TSE e IBGE

Em nota ao g1, as instituições jusfiticaram as diferenças dos números. (Clique aqui e confira a íntegra da matéria).

Os números do perfil do eleitorado são dados oficiais e exatos, extraídos a partir do cadastro eleitoral, em que é considerado o domicílio eleitoral do cidadão e cidadã”, afirma em nota o TSE. “Domicílio eleitoral esse, importante frisar, que é o local onde efetivamente o eleitor e eleitora vota, não necessariamente onde mora.”

Em nota, o IBGE lembrou o fato de que o último Censo ocorreu em 2010 e disse que “espera divulgar as populações de todos os municípios do país para 2022 até o final do ano, a partir dos resultados do Censo”. O instituto também citou como explicação para a diferença o fato de que “moradores que se mudam para outras cidades comumente demorarem a fazer a transferência de seus domicílios eleitorais. Alguns não chegam nunca a fazê-lo“.

O infográfico (reprodução arte g1) mostra as diferenças em algumas cidades pelo país.

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