2 de julho: o feriado da Bahia e a Tocha saindo de Cachoeira
Na última quinta-feira (30), a cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, protagonizou mais uma vez, um dos momentos mais simbólicos da história da Bahia para o Brasil, ou do Brasil, na Bahia. A condução da Tocha de Fogo (que representa a luta dos baianos na Batalha do Pirajá) por suas ruas, rumo à Salvador.
O evento deu início às comemorações do 2 de Julho, data em que celebra a Independência da Bahia.
Na cidade que fica à margem do Rio Paraguaçu, o dia 30 começou com a Missa do Fogo Simbólico, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
Segundo informações nas redes sociais do município, após a missa, a prefeita Eliana Gonzaga acendeu a chama da tocha e como manda a tradição, a entregou para o ex-atleta Zé de Zuza, que há 30 anos realiza a condução simbólica do fogo, que segue em revezamento até o bairro de Pirajá, na capital baiana.
Ainda de acordo com as informações, este ano, o revezamento no percurso de 56 km, até o município de Saubara, foi feito entre atletas, autoridades, membros dos Tiros de Guerra de Cachoeira e Cruz das Almas e amantes da tradição. De lá, seguiu por Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, Candeias, Simões Filho, até seu destino.
A Batalha
Por: Eduardo Araújo (texto extraído do Instagram da Prefeitura)

Tudo começou em Cachoeira, o primeiro passo para a Independência da Bahia e do Brasil, em 25 de junho de 1822.
O fogo é aceso no dia 30 de junho na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Cachoeira, no recôncavo baiano. Ele representa os povos que lutaram pela independência da Bahia. Passa por Saubara, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, Candeias, Simões Filho, até chegar no bairro de Pirajá, em Salvador.
A Batalha de Pirajá é considerada um dos principais choques bélicos da guerra pela Independência da Bahia, sendo travada na área de Cabrito-Campinas-Pirajá. Foi a principal batalha pela independência, em que os baianos venceram as forças do colonialismo português, em 1823. No Panteão de Pirajá, situado no Largo de Pirajá (Todo dia 1º de julho) recebe o Fogo Simbólico vindo do Recôncavo. Na principal praça do bairro estão os restos mortais de Pierre Labatut, o general francês combatente da Batalha de Pirajá.