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Cruz das Almas: líder do governo na Câmara diz que prefeito pode ter cometido equívocos, ao suspender as aulas presenciais

A vereadora e líder do governo na Câmara, Camila Moura (MDB), se manifestou sobre um tema que vem causando bastante polêmica nos últimos dias, em Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia. A suspensão por parte do Executivo, do início das aulas presenciais nas instituições de públicas e privadas no município. O Decreto 028/2022, adiou essa possibilidade para o próximo dia 18, alegando aumento no número dos casos da Covid-19.

No início da tarde de ontem (9), a parlamentar usou suas redes sociais e escreveu um textão, opinando sobre a decisão do prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos).

Na última sexta-feira (4), todos nós fomos pegos de surpresa com o decreto de suspensão do retorno das aulas. Apesar de compreender todo o momento pandêmico que estamos atravessando, assim como muita gente, senti uma frustração muito grande…]”, iniciou ela em seu Instagram.

Já a noite, contatada pelo Acesse News, via whatsapp, a vereadora alegou ter resolvido se posicionar publicamente somente agora, para evitar o acirramento dos debates na data da publicação do decreto e não parecer oportunismo de sua parte.

Ela reforçou que sua opinião contrária a suspensão das aulas, vem desde o início da pandemia. “Desde [o início] da pandemia, eu sempre defendi o retorno das aulas presenciais, por tudo que o ambiente escolar representa para as crianças e adolescentes. Defendo isso, desde os diálogos que houveram lá no pico da pandemia, onde muitos professores e servidores públicos eram contrários ao retorno da aulas presenciais. Eu me manifestei favorável pela importância desse ambientes para essas crianças e adolescentes“, disse Moura.

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Em outro trecho da postagem na rede social, a emedebista dispara: “Decisões assim não podem e não devem ser tomadas sem uma ampla discussão, nem há poucos dias da data do início das aulas. Como integrante da base governista, em reunião com a nossa bancada e nosso procurador jurídico deixei claro que precisamos melhorar. Assim como cobrava na gestão anterior maior inserção da participação dos vereadores e vereadoras nas decisões, também cobro na atual gestão. Precisamos de um comitê qualificado para assuntos tão complexos, que envolvem diversos setores da sociedade civil“.

Questionada

Questionada pela reportagem do AN, se o seu posicionamento mais crítico à decisão unilateral do Executivo, simbolizava um descontentamento com a gestão, ela respondeu:

Essa é uma opinião minha. Na verdade, não foi uma crítica à gestão e sim, eu expressei uma opinião. Eu prezo muito por essa liberdade, independente de ser da base do governo ou da oposição. Eu acho que a gente deve sempre se posicionar em alguns temas. Eu fui oposição em outros momentos e expressei que as decisões do Executivo deveriam ser mais compartilhadas com o Legislativo e com a sociedade civil também. E eu senti falta disso nessa decisão [suspensão das aulas], que é complexa. Eu sei que a intensão do prefeito Ednaldo, não foi ruím. Foi cautelosa e responsável. Mas como foi uma decisão unilateral, sem a participação de um comitê, ele pode ter cometido equívocos…”.

A vereadora contextualizou que o ambiente escolar é seguro, por conta de os profissionais já estarem vacinados, ao menos com duas doses e boa parte dos alunos, também já ter sido imunizado com a primeira dose. Além disso, segundo ela, tem a questão dos agentes que dependem desse segmento funcionando.

Equívocos [do prefeito] porque não analisou toda a cadeia que envolve o retorno das aulas presenciais: a questão do momento simbólico [para os alunos]; a questão do investimento de muitas famílias com compra de material; a questão das instituições de ensino que se preparam (é equipe escolar, é equipe acadêmica). Fora que a gente também precisa diferenciar, que instituições públicas e privadas, são distintas. São planejamentos distintos. O ensino público, tem recursos independente de ter aula ou não. A instituição privada, precisa fornecer o serviço para para receber a mensalidade. E esse setor já está muito afetado economicamente. [Tem ainda] os setores de transporte escolar e de fornecimento de merenda. Então, está todo mundo muito exausto. E graças a Deus, a gente já tem muitos vacinados. Inclusive, as crianças e adolescentes. E a gente precisa confiar nessas vacinas…”

Complementando, a edil ponderou: “a gente sabe que o momento de incerteza é grande. São muitas variantes com alto teor de transmissão, que precisam realmente de cautela…”. Ela considera que todos sabem de suas responsabilidades nesse processo, com fiscalização adequada. E na sua avaliação, havendo caso de testagem positivada, deve-se isolar a pessoa afetada para as medidas cabíveis. Clique aqui e confira a postagem completa do Instagram.

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