Mais de 3 mil empresas já aderiram ao manifesto #nãodemita
“…Lideramos empresas que ajudam a construir o Brasil e a girar a roda da economia. Não podemos ignorar nossa responsabilidade neste momento. Vamos dar o exemplo e incentivar outras companhias a serem solidárias e cuidarem de suas pessoas, garantindo que vamos manter a estabilidade financeira de quem mais precisa e que não vamos parar de trabalhar. Temos certeza de que é o certo a fazer. As pessoas que se dedicam diariamente e ajudam os nossos negócios a crescer, nos anos bons ou nos anos difíceis, precisam ser protegidas e valorizadas neste momento“.
Esse é um trecho do texto que deu início ao manifesto #não demita, de autoria do presidente do conselho do grupo Ânima Educação, Daniel Castanho. Segundo o portal Estado de Minas, foi dele a ideia desse projeto para garantir o emprego de milhões de trabalhadores brasileiros, nesse período de crise por conta do novo coronavírus.
No momento em que o mundo inteiro está enfrentando essa pandemia, que vem tirando vidas humanas e afastando as pessoas do convívio social, políticos, empresários e as sociedades, estão se mobilizando para enfrentarem juntos essa situação. Mas também, há uma preocupação por parte dos líderes governamentais e empresariais, com as questões econômicas de seus respectivos países e negócios.
Mas especialmente no Brasil, a situação parece ser ainda pior. Em meio a essa pandemia que já matou milhares de pessoas por aqui e, além do temor da crise econômica, a população está sendo obriga a conviver com os caprichos e trapalhadas do governo. Em menos de quinze dias, o presidente Jair Bolsonaro exonerou dois de seus principais Ministros. No último dia 16, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde e dia 24, Sérgio Moro, da Justiça. Ambos gozavam dos maiores índices de aprovações em suas respectivas pastas. Decisões que continuam causando repúdios e incertezas com possibilidades de agravar, principalmente, as ações de combate ao Covid 19.
#NãoDemita
Pensado como uma ideia para proteger seus colaboradores, o #nãodemita que se auto intitula ‘uma convocação de empresário para empresário‘, foi criado no último dia 3 e já conta com a adesão de cerca de 3.300 empresas de diferentes segmentos. entre eles, varejo, financeiro, indústria e educacional.
Accenture, Aços Famosa Com e Ind, Alpargatas, Ânima Educação, Biocane Química Industrial, Bradesco, BR Distribuidora, Camil, C&A, Dasa, Grupo O Boticário, Grupo Pão de Açucar, Itaú Unibanco, Lojas Renner, Magazine Luiza, Porto Seguro, Santander, Vivo, são algumas dessas companhias. (Clique aqui e confira a lista completa).
“Mantendo nossos quadros ajudaremos a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social. Se você tem fábricas ou instalações, siga as orientações da OMS e do Ministério da Saúde. Crie um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa“, destaca o documento.
Vale ressaltar, que apenas as organizações de médio e grande portes fazem parte desse projetos, visto que as menores não dispõem de recursos e estruturas para bancarem essa proposta. “…Se você já foi fortemente afetado pela crise ou está passando por dificuldades financeiras na sua empresa e realmente não tem caixa para evitar demissões, ainda assim, pare uns minutos e reflita. Desligar gera um custo imediato, muitas vezes maior que dois meses de salários…”, conclama o manifesto.
Os trabalhadores protegidos por esse movimento, estarão garantido em seus empregos, pelo menos até o próximo dia 31 de maio, conforme está documentado no manifesto.
*Créditos das Imagens
Foto do Topo: Sigre / Pixabay
Imagem 2: @naodemita
