Como os jovens encaram o empreendedorismo no Brasil
Engana-se quem pensa que os nossos jovens são um monte de mentes desocupadas e conectadas à internet, apenas em busca de bate-papo furado nas redes sociais ou curtir e dar aquele like nos vídeos engraçados do youtube, por exemplo.
Vivendo num país de incertezas, apesar de belo, rico e geograficamente gigante, porém, mergulhado em corrupção, crises econômicas, politicagem e desigualdade social crônica, a moçada demonstra está ligada, quando o assunto é seu futuro e a carreira profissional.
Pela falta de perspectivas de emprego no país (hoje mais de 13 milhões vivem desempregados) ou por opção, ser dono do próprio negócio, como propósito de vida e realização de um sonho, é o que mais aspira a maioria da juventude brasileira. Esta é uma visão compartilhada por um público na faixa etária entre 15 e 29, das classes A, B e C, de norte a sul do país.
Para 64% dessa galera, ‘empreendedorismo é ter atitude, tomar iniciativa e ser criativo’. Outros 60%, ‘consideram que ter sucesso, é construir algo inovador, com benefícios próprios e para a sociedade‘.
Em um seminário, a Fundação debateu o resultado da pesquisa (Foto: Fundação)
Os dados são de uma pesquisa realizada, pela Fundação Telefônica em parceria com o IBOPE e a Rede Conhecimento Social, em junho deste ano, onde foram ouvidos cerca de 400 jovens em todas as regiões do Brasil.
Trecho da pesquisa Telefônica com os jovens
Propósito de vida, protagonismo e impacto social são conceitos que definem o empreendedorismo na visão dos jovens brasileiros. Este e outros dados estão na edição especial de empreendedorismo da pesquisa Juventude Conectada, desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo em parceria com o IBOPE Inteligência e a Rede Conhecimento Social.
Para isso, ouviu 400 pessoas de 15 a 29 anos das classes A, B e C, de todas as regiões do país, além de jovens empreendedores e especialistas da área. Foram realizados workshops que jovens que ajudaram a cocriar o estudo, além de entrevistas em profundidade, mapeamento online e pesquisas quantitativas.
A preferência em ter o próprio negócio também varia de acordo com as camadas sociais. Nas classes mais altas, 6 em cada 10 jovens preferem ter negócio próprio. Já na classe C, esse número sobe para 8 em cada 10. Para jovens com renda menor, os projetos tendem a ter propósitos mais claros, fato influenciado pelo contexto social e a probabilidade de investimento inicial baixo.
O resultado completo dessa pesquisa, pode ser encontrado clicando aqui fundacaotelefonica.org.br.
Este vídeo mostra como os dados foram coletados…
Foto em Destaque: Fundação Telefônica

