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Ideia de Dória, esvazia Virada

É sabido de todos que um dos principais projetos da gestão João Dória, é a privatização de espaços públicos da cidade. Entre eles estão, o Autódromo, o Anhembi, Chácara do Jockey e o Parque do Carmo.

E não por acaso, exatamente para esses espaços, foram deslocadas algumas das principais atrações da 1ª Virada Cultural da administração do atual prefeito. Daniela Mercury, Fagner, Alcione, Olodum, MC Gui, Titãs, que geralmente atraem milhares de pessoas em seus shows, desta vez, cantaram para públicos bem modestos.

   Público no Jockey (Foto: g1.globo)

Possivelmente a ideia de levar esses artistas para essas áreas, tenha sido uma jogada de marketing para atrair o interesse dos futuros investidores. Pelo visto, o plano não deu muito certo. Além da chuva, a distância fez com que o público não comparecesse.

Quem teve a oportunidade de participar das edições anteriores da Virada, notou a diferença. A massa ocupava as ruas nas 24 horas de duração da festa. Principalmente no centro da cidade, onde em diversos palcos, artistas renomados e novos talentos se apresentavam com seus variados repertórios e estilos.

Este ano, na Praça da República, por exemplo, foi lamentável ver os grupos É O Tchan e Molejo, exprimidos em mine trio, tocando para algumas centenas de pessoas.

Pouca gente na rua e ao fundo, um mine trio para os dois grupos

Tomara tenha ficado a lição. Até é viável a descentralização de determinados eventos. Porém, é necessário que haja um bom planejamento. Incluindo logística e estruturação, para garantir a satisfação do público e dos artistas. Em tempos modernos, não se admite mais tomadas de decisões autoritárias.

 

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