Vacinas de fabricantes diferentes: o que acontece com quem tomar?
Em Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia e outras cidades brasileiras, aconteceram recentemente, falhas e erros no agendamento para aplicação da segunda dose da vacina contra o Covid-19, em pessoas dos grupos de riscos, especialmente os idosos.
A situação deixou as pessoas apreensivas e com dúvidas, sobre o que poderá acontecer, com quem receber doses diferentes do imunizante.
De acordo com especialistas, ‘todos os estudos de segurança e eficácia das vacinas contra Covid-19, foram feitos aplicando doses do mesmo fabricante‘. Ou seja, não há como saber o que pode acontecer, se alguém recebeu por exemplo, a CoronaVac na 1ª dose e a Covishield da AstraZeneca, na 2ª.
Pelo menos, é isso que assegura o doutor José Geraldo Leite, epidemiologista do Grupo Pardini, entrevistado nesta sexta-feira (23), pelo site da TV cultura.
Matéria publicada ontem pelo Portal G1, mostra que o jornal Folha de São Paulo, constatou mais de 16 mil doses de vacinas de fabricantes diferentes, foram trocadas no Brasil. Desse total, 4.471 doses, teriam sido aplicados no Estado de São Paulo. Porém, a Secretaria de Saúde paulista disse que essa falha, ocorreu em apenas 797 pessoas. As demais, foram só erro de digitação.
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Em Cruz das Almas
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Já na cidade baiana, a semana que está se findando foi bastante agitada, por conta da constatação dos erros cometidos pelos profissionais que agendaram o retorno, especialmente dos idosos, para tomarem a 2ª dose do imunizante.
A própria Secretaria de Saúde local, reconheceu a falha da equipe que atendeu no drive thru da Praça Sumaúma, nos dias 23 e 24 de março.
Após as pessoas denunciarem o ocorrido, a secretaria emitiu uma Nota de Esclarecimento “Sobre a situação da falha ocorrida no agendamento da segunda dose da vacina contra a covid-19, no Cartão de Vacinação de algumas pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece: ocorre que as duas vacinas têm aprazamentos diferentes, quem toma a vacina AstraZeneca, deve tomar a segunda dose, do mesmo imunizante, após três meses e já para quem toma a Coronavac, deve tomar a segunda dose após 28 dias“.
Entrevistado pelo radialista Whashigton Bahia, da Rádio Excelsor Recôncavo FM, o secretário Sandro Borges, considerou razoável o ocorrido na cidade e disse que acontecimentos como esses, são inevitáveis por tratar-se de uma vacinação ampla. Ele alegou também, não ter sido um caso isolado de Cruz das Almas. Confira um trecho da entrevista…
Ainda de acordo com a nota, “Ao ser identificado o erro, de imediatamente a Vigilância Epidemiológica fez uma busca ativa das pessoas que tomaram a vacina nos dias 23 e 24 de março, para que fosse feita a correção da data da segunda dose no cartão de vacinação. E completa dizendo que tem acesso às informações sobre os lotes das vacinas aplicadas e as pessoas ainda tiverem dúvidas, podem entrar em contato com a Secretaria para os devidos esclarecimentos”.
Confira a íntegra da Nota….
Sobre a situação da falha ocorrida no agendamento da segunda dose da vacina contra a covid-19, no Cartão de Vacinação de algumas pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece: ocorre que as duas vacinas têm aprazamentos diferentes, quem toma a vacina AstraZeneca, deve tomar a segunda dose, do mesmo imunizante, após três meses e já para quem toma a Coronavac, deve tomar a segunda dose após 28 dias.
Houve um erro da equipe que vacinava nos dias 23 e 24 de março, no drive thru da Praça Sumaúma. A equipe estava vacinando com o imunizante Coronavac e após receberem um lote diferente com a Astrazeneca, continuou incluindo no cartão o prazo de 28 dias, quando deveria ser 90 dias.
Ao ser identificado o erro, de imediatamente a Vigilância Epidemiológica fez uma busca ativa das pessoas que tomaram a vacina nos dias 23 e 24 de março, para que fosse feita a correção da data da segunda dose no cartão de vacinação.
É importante informar também que a Vigilância Epidemiológica tem acesso as informações sobre o lote da vacina aplicada e consequentemente, de qual laboratório pertence o imunizante. Desta forma, salientamos que, quem se vacinou nos dias 23 e 24 de março e tem qualquer dúvida sobre a vacina que tomou, deve procurar a Vigilância Epidemiológica, na Secretaria de Saúde para os devidos esclarecimentos.
Vale ressaltar que, a Secretaria de Saúde se reuniu com as pessoas que fazem parte da equipe de vacinação para chamar a atenção sobre a falha ocorrida e evitar que esse erro seja repetido.