A queda de braços entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso Nacional, parece ganhará áres pacíficos. Pelo menos, essa foi a mensagem passada para jornalistas, pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, nesta segunda-feira (23), em São Paulo, em um hotel onde proferiu uma palestra a convite do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo).
De acordo com informações, a declaração de Barroso, ‘ocorre em um momento em que o texto da proposta de emenda à Constituição, que limita os pedidos de vista e restringe as decisões monocráticas de ministros do STF, está pronto para entrar na pauta do plenário do Senado‘, conforme publicou a Agência Brasil.
“Supremo não é o problema“. Resumiu o presidente, ao dizer que é preciso desfazer a imagem de que o STF tem criado problemas políticos no país.
“Se criou essa lenda de que o Supremo atrapalha a governabilidade e as pessoas se convenceram disso”, disse ele. “É preciso conquistar corações e mentes para mostrar que o Supremo não é o problema”, acrescentou.
Segundo a publicação, Barroso defendeu uma agenda nacional para pacificar o país. “Tenho proposto o que chamei de agenda para o Brasil. Mas não é uma agenda minha ou do Supremo, mas uma agenda da Constituição. A Constituição brasileira oferece um roteiro que congrega progressistas, liberais e conservadores, porque é a causa do Brasil.” Agenda essa, que na avaliação dele, prever o combate à pobreza, a promoção do crescimento econômico e da educação básica, o investimento em ciência e tecnologia, o acesso universal ao saneamento básico, moradia popular e o protagonismo ambiental.