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ExpoCruz: uma marca que chegou para ficar; mas atentem-se às sugestões

Sim! Estão de parabéns os idealizadores desta Feira. Desde a sua nomenclatura inicial (ExpoFlores) e agora com a marca atual (ExpoCruz), já pode-se reivindicar, para si, o título de o principal evento do agronegócio, empreendedorismo da agricultura familiar e artesões do Recôncavo da Bahia. Oportunidade para esses e essas laboriosos e laboriosas homens e mulheres do campo, e pequenos produtores artesanais da cidade, tornarem-se mais visíveis, ao poderem expor suas produções, em um mesmo espaço que outros empreendedores maiores. E outra parte boa: sem custos de locação.

A marca ExpoCruz, para além de simbolizar o nome do município, tem um significado business mais amplo. Por isso, há de superar o ego e a vaidade de quem quer que sejam os próximos gestores de Cruz das Almas, seja mantida.

Quando foi criada como ExpoFlores, o Acesse News ainda não existia aqui pela Bahia. Por isso, não pôde fazer a cobertura jornalística de perto. Assim como essa importante feira, o veículo de comunicação também nasceu com outro nome: Blog do JC, em maio de 2017, em São Paulo. Alterado para Acesse News em agosto de 2021. – Retornando ao comentário sobre feira, ao conversar com expositores da nova versão, dificilmente a criação anterior, não é mensionada. E o próprio atual prefeito, reconhece isso.

Mas sobre a ExpoCruz, especialmente a sua 3ª edição, encerrada no último domingo (24), é hora de se avaliar o saldo deixado. E também, apresentar algumas sugestões (confira no final do texto), baseadas em análise próprias e diálogos com os personagens principais do evento: os expositores.

Isso mostra que fazer jornalismo verdade e com imparcialidade, no caso do Acesse News, tem um preço há se pagar, por aqui. Mas o AN segue sua jornada, mantendo seus espaços publicitários disponíveis. Porém, sem permitir interferência em sua linha editorial.

Avaliando a ExpoCruz 2023. No geral, aprovada. A ExpoCruz, em si, funciona como uma espécie de turísmo de negócios. Também como um programa para a família, com direito a espaço para a criaçada se divertir. E este ano, com espaços mais amplos, durante as noites, os shows atraíram multidões. Enfim, foi bastante elogiada pelas populações local e de outros municípios que foram comprar algumas coisas e também curtir a festa e reencontratar as amizades. Quanto aos expositores, aquele(a)s com quem conversamos, em sua maioria, disseram ter ficado satisfeitos. A outra parte, fez algumas observações (ambos convergem nas sugestões abaixo).

Haviam muitos intens interessantes sendo comercializados. Desde uma simples peça do artesanato, até a parte dos comestíveis. O editor do AN, por exemplo, experimentou uma novidade chamada cuscuz na chapa, feito por uma pequena empreendedora cruzalmense (@cuscuzecia_cda que disse montará um ponto de vendas na Praça Temístocles, nos finais de tarde), bem como, geléias artesanais, produzidas por um pessoal do Sul do Estado. Ambos, muito gostosos.

A gestão municipal, organizadora do evento, por sua vez, está no seu lugar de vender a ideia de sucesso do produto, com uma certa dose de exagero (‘mais de 1.500 empregos temporários, cerca de R3,5 milhões de negócios realizados, mais de 70 mil visitantes…’). Essas coisas. Há quem embarque nessa publicidade.

Na nossa avaliação, esses números não se confirmam. Mas, sim. É inegável que houve um aquecimento na economia do município durante os 4 dias da festa. Como disse o próprio prefeito Edinaldo, em nota, ‘o evento é importantíssimo para Cruz das Almas‘.

Sugestões de expositores: 1 – rever a data de realização do evento (entre os dez primeiros dias do mês – período em os funcionarios das empresas recebem dinheiro para consumir na feira); 2 – não ficar mudando seus pontos de vendas de lugar (com o novo layout, alguns foram remanejados).

*Dell Santana, é graduado em Comunicação Institucional (Faculdade Sumaré – SP), editor do Acesse News e filiado a ABI (Associação Baiana de Imprensa).

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