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Resistência e união: em Cruz das Almas, diferentes gerações de produtores e atores do audiovisual, debateram sobre a falta de apoio à suas produções

A Mostra Bahia-Minas, de Cinema (curtas-metragens) que aconteceu na Casa da Cultura Galeno d’Avelírio, em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, na noite do último dia 21, quando reuniu diferentes gerações de criadores de conteúdo do audiovisual, trouxe à tona mais uma vez, o debate sobre a principal dificuldade enfrentada pelo setor para a produção cinematográfica. A falta de apoio financeiro.

Nomes como os autores cruzalmense Nelson Magalhães Filho e o mineiro Fábio Carvalho, ambos com mais de 40 anos na peleja para manter viva a produção artística independete da Sétima Arte, se uniram aos mais novatos Jhefferson Jheksom e Ras Elias (ambos também cruzalmenses) e o santoantoniense Tau Tourinho, para promover um intercâmbio cultural Bahia e Minas Gerais, visando compartilhar conhecimentos em seus nichos produtivos, bem como, alinhar estratégias em busca de recursos para as criações de seus filmes.

Após as exibições de Na Ginga (5min), A Tarde de Lia (8min), Retomada (5min), dos cruzalmenses Jhefferson Jheksom e Nelson Magalhães Filho (as duas últimas); Pandemia 1 (10min), de Tau Tourinho e Diamante Devaneio ao Éter (23min), de Fábio Carvalho, houve debate com parte da plateia, que dessa vez, lotou a Sala de Exposição, onde os filmes foram projetados.

Além dos comentários sobre as variadas temátidas abordadas nos curtas-metragens, também foi discutido sobre a possibilidade de se criar núcleos de artístas do audiovisual e outras produções independentes, para reivndicar recursos através de editais como as leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, por exemplo, para patrocinar suas obras.

Há uma dificuldade para a gente que é músico e artista independente, fazer nosso trabalho devido a não ter recurso, não ter um incentivo cultural do próprio setor governamental aqui da cidade…]” disse Ras Elias, que foi o protagonista no clipe A Ginga. Ao menos para essa produção, ele disste ter conseguido recurso através de um dos editais (Foto: Redes Sociais/Casa da Cultura).

Eu acho importante resistir“, argumentou Fábio Carvalho, ao ser questionado sobre a falta de mais divulgação na mídia para atrair o público. “Eu acho que esse de hoje, foi bem divulgado… acho que a gente tem que manter, não desanimar… você ver as pessoas envolvidas com ‘lixos’ nas televisões, nas rádios que o tempo todo são massificados… os jovens, então… um drama…]”, pontuou ele, para chamar a atençao sobre a importância do público prestigiar mais os seus trabalhos. Ele ainda resssaltou que produtores mais famosos conseguem recursos para suas obras por haver uma “panelinha” que tem acesso ao dinheiro com mais facilidade.

A ausência do público em programação como ‘Cinema na Casa‘ projeto da Fundação Galeno d’Avelírio (Casa da Cultura), foi uma questão levantada pelo poeta Luciano Braga, que também participa como colaborador na produção e exibição dos filmes. É importante lembrar, que normalmente a entrada nesses eventos é gratuitamente. Para saber mais sobre a programação, basta acompanhar as portagens aqui no Instagram da Casa.

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