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Segundo a Veja, a confissão de Cid complicará ainda mais a situação de Bolsonaro

A PF (Polícia Federal), confirmou nesta quinta-feira (17), que no caso dos presentes recebidos por Jair Bolsonaro, ‘os itens de alto valor foram omitidos do acervo público e vendidos para enriquecer o ex-presidente‘. Informou o portal BBC News Brasil ao citar a Operação Lucas 12:2 da PF deflagrado dias atrás — e revela que o nome é uma alusão ao versículo bíblico que diz “não há nada escondido que não venha a ser descoberto“.

Segundo a Veja, com a apreensão do celular do tenente-coronel Mauro Cid, com autorização da justiça, a PF descobriu que além das adulterações dos cartões de vacinas de Bolsonaro, o ex-ajudante se envolveu também na venda das joias, relógios, canetas e outros presentes recebidos pelo ex-presidente. O negócio gerou milhares de dólares. As investigações prosseguem e à revista, os advogados de Cid afirmaram que ele pretende contar o que sabe. Com isso, a situação de Bolsonaro tende a ficar ainda pior.

Na semana passada, a defesa do ex-presidente disse que ele “jamais se apropriou ou desviou quaisquer bens públicos” E que em março, chegou a devolver alguns dos itens recebidos.

Ontem (17), a Veja publicou que de acordo com o criminalista Cezar Bitencourt, advogado de Cid Moura, a confissão dele põe essa versão da defesa de Bolsonaro em xeque. “Pelos detalhes que ele pretende contar, ficará evidente que o presidente sabia sim, que, se não todos, ao menos alguns dos procedimentos adotados eram totalmente irregulares, outros criminosos mesmo. A questão do dinheiro por exemplo. A venda de dois relógios de luxo, um Rolex e um Patek Philippe, rendeu 68 000 dólares à “organização criminosa”, diz a matéria.

A publicação conta ainda que a Polícia Federal teve acesso a mensagens trocadas entre familiares de Cid. Nelas consta por exemplo, que em um diálogo em fevereiro deste ano, o tenente-coronel avisa que Bolsonaro está indo para Miami e pergunta se ele poderia dormir na casa do seu pai e menciona que a hospedagem serviria para entrega a Bolsonaro do “que está faltando aí”. Em outra mensagem, Cid conta que o pai pretende entregar 25 000 dólares pessoalmente e em espécie, para não deixar registro no sistema bancário.

O novo advogado de Cid contou para a reportagem da revista, que pretende se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da confissão do ex-ajudante, que, segundo ele, “servirá de atenuante na hora da definição da pena de seu cliente“.
Clique aqui e confira a matéria completa da Veja.

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