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Quilombolas: projeto ajuda a levar produtos de qualidade para as mesas da periferia em São Paulo e garante a renda dos produtores

Lavradores quilombolas do Vale do Ribeira (SP) e moradores de uma periferia da cidade de São Paulo, estão conseguindo fazer uma conexão, que garante de um lado, a venda de produtos sem atravessadores e do outro, o acesso a alimento de qualidade, sem agrotóxicos.

Trata-se do projeto, feira Quilombo Quebrada. Nele, a produção de alimentos orgânicos das cultivados na roça, chega fresquinha e barata para quem não consegue comprar este tipo de produto em outros mercados.

Quem mostrou essa parceria, foi o Globo Rural deste domingo(23), matéria reproduzida pelo g1. A reportagem (confira no link no final deste texto), informa que a Fundação Tide Setúbal e o Instituto Socioambiental, dão apoio financeiro para que essa ideia aconteça em bairros periféricos da capital paulista.

Os grupos Mulheres de Ori e Kitanda das Minas cuidam da organização e venda dos produtos“, diz o noticiário.

A matéria explica que “os quilombos possuem um sistema agrícola reconhecido como patrimônio imaterial brasileiro, a roça de coivara, para preparo da terra“. A técnica consiste em desmatar uma pequena área, queimam e aproveitam as cinzas das árvores como adubo para plantio. “Depois de 5 anos de lavoura, deixam a terra descansar para que a vegetação se refaça e ajude o solo a ficar fértil de novo“, informa. Para isso, contam com suporte técnico do Instituto Socioambiental e obedecem a lei estadual da Mata Atlântica.

Segundo a reportagem, “os quilombos do Vale do Ribeira começam a surgir no século 17, apesar de serem comunidades tão antigas, apenas 2 dos 33 quilombos têm a titularidade da terra: Ivaporunduva e São Pedro. Os quilombos, de maneira geral, se organizam em associações que providenciam as licenças ambientais e destinam os lugares que poderão ser roçados“.

Confira o vídeo e se inspire nesse exemplo, clicando aqui

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