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UFRB e Embrapa renovam parceria para desenvolverem atividades compartilhadas

A UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), unidade de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, vinculada ao Ministério da Agricultura, renovaram na semana passada, um importante acordo de cooperação para o desenvolvimento científico e fortalecimento do Programas de Pós-graduação, na região.

Com duração de cinco anos, a parceria remonta um legado histórico que teve início em 1979, quando o Programa de Pós- Graduação em Ciências Agrárias, criou o curso de mestrado, na extinta UFBA (Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia), e desenvolveu projetos com o CNPMF/Embrapa (Centro Nacional de Mandioca e Fruticultura) e a Fundação Rockefeller, na área de concentração em Fitotecnia.

Atualmente a UFRB conta com acordos de cooperação ampla com a EMBRAPA, como no caso do Programa de Recursos Genéticos Vegetais (RGV) e participação ativa de pesquisadores em outros programas, como Ciências Agrárias, Engenharia Agrícola e Defesa Agropecuária“, diz o informativo da Universidade.

De acordo com as informações, a ideia é que haja o compartilhamento das estruturas das duas instituições. Com isso, pesquisadore(a)s da Embrapa, poderão participar de atividades na UFRB, como orientadores e coorientadores de estudantes de programas de pós-graduação, “auxiliando na elaboração de importantes pesquisas em nível de mestrado e doutorado, com impacto significativo para os programas de iniciação científica e tecnológica…”. E por outro lado, o sistema interno de pós-graduação da universidade, utilizará o campo de pesquisa científica da Embrapa.

Além disso, os profissionais das duas instituições, conjuntamente poderão realizar publicações de livros, artigos científicos, ministrar disciplinas, seminários e palestras, participar de ações na elaboração e execução de projetos de pesquisa e inovação tecnológica, entre outras atividades.

O que dizem os profissionais

Reprodução/Divulgação

Vale ressaltar, que a Universidade possui o HURB (Herbário do Recôncavo da Bahia), com cerca de 30 mil amostras cadastradas e disponibilizadas para consulta online. A Bahia, segundo a publicação da Universidade, abriga três dos principais biomas brasileiros: a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, que se destacam pela ampla diversidade genética e também, pelo grande número de endemismos.

Esse é um importante passo. Manter a referência e a excelência da UFRB nesta área, impactando fortemente a produção científica na Bahia e no Brasil”, disse o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação, professor Maurício Silva. Para ele, essa parceria vai contribuir não apenas para a consolidação dos programas já existentes, mas também, para a proposição de novos.

Para Fábio Josué Santos, professor e reitor da UFRB, “a continuidade desta parceria histórica entre a UFRB e a Embrapa é de grande importância para toda a região, pois fortalece projetos de pesquisa no Recôncavo da Bahia, que agora têm seu escopo ampliado através deste acordo”.

O chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Mandioca, Francisco Laranjeira, explica: “esse termo aditivo permite a nossa participação efetiva em cursos de pós-graduação, a presença de estudantes em trabalhos de pesquisa desenvolvidos pela Unidade e de pesquisadores com dedicação de 12 horas semanais, nos cursos de pós-graduação”.

Segundo as informações, o acordo especifica que a UFRB tem uma vasta plasticidade para atingir outros recursos genéticos de diferentes espécies de plantas importantes para o Nordeste do país, como: bromélias, orquídeas, mamona, pinhão-manso e frutíferas típicas da região, ainda pouco estudadas, a exemplo de umbu-cajá e fruta-pão. Isso permite aos estudantes, pesquisadores e professores, promoverem trabalhos significativos nesta área.

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